O projeto de incorporação e de expansão da fábrica da Novamed pela EMS em Manaus (AM), que já começou a ser posto em prática e deve ser concluído até 2023, foi conferido pela Suframa, nessa quarta-feira (25). Em visita às instalações da fábrica, o superintendente da Autarquia, Algacir Polsin, afirmou que toda a estrutura montada para impulsionar a parte de medicamentos sólidos trará benefícios significativos para a região, principalmente na geração de novos empregos e no fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus.

A Novamed – que é a única fábrica de medicamentos na capital amazonense – foi inaugurada em agosto de 2014, e instalada numa área total de 250 mil m², com 35 mil m² de área construída. Está localizada no quilômetro 22 da AM-O10.

A fábrica opera em três turnos, possui 709 funcionários e uma capacidade produtiva instalada que chega a 1,5 bilhão de comprimidos por mês.
“Temos interesse em identificar segmentos da indústria, trazer novos vetores para cá, fazer conhecer a nossa política de estado, que é o modelo Zona Franca de Manaus, e expandi-lo para outras áreas da região, além de buscar outras alternativas econômicas. O polo de saúde é muito importante nesse processo”, destacou o superintendente.

A Novamed é uma das maiores fábricas de medicamentos sólidos da América Latina e conta com os mais modernos equipamentos disponíveis no mercado mundial, importados dos Estados Unidos, Alemanha e Itália, entre outros países.

O trabalho diário basicamente é feito em um prédio de três pavimentos com fluxo vertical, com exclusivo sistema robotizado de pesagem de matéria-prima e programas integrados que permitem uma maior confiabilidade nos processos.

No segundo piso, por exemplo, funcionam as dez estações de pesagem automática, onde os produtos, compostos por um número superior a 300 matérias-primas, são pesados nos equipamentos denominados BatchTainers. No mesmo pavimento, estes equipamentos passam por um processo de lavagem e secagem e permanecem armazenados em área limpa até a necessidade de uso em uma nova ordem de produção.

O sistema de pesagem automatizado é exclusivo no país. No primeiro andar, ocorre o procedimento de manipulação dos produtos. Tudo é feito dentro de um gerenciamento diário que serve para controlar cada etapa do processo.

Todo medicamento é produzido apenas para uso humano, por meio de equipamentos de última geração como a MG2 Planet, de origem italiana, que chega a fazer 200 mil cápsulas por hora.

Sem interrupção

A fábrica opera em três turnos, sete dias/semana. Tudo é automatizado e a documentação, eletrônica, elimina o uso de papel. As máquinas e operações são integradas por softwares, possibilitando o acompanhamento em tempo real dos procedimentos.

CBA

Algacir Polsin aproveitou a visita para convidar a EMS para conhecer o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que passa por um processo de Chamamento Público para se transformar em uma Organização Social (OS) e cujo objetivo é criar alternativas econômicas mediante a inovação tecnológica para o melhor aproveitamento econômico e social da biodiversidade amazônica de forma sustentável.

“O que vimos aqui, foi uma empresa de primeiro mundo, genuinamente brasileira, que produz medicamentos e, também produtos de beleza, com a vertente de biotecnologia. Tem tudo a ver com o que temos, que é o nosso bioma amazônico, o nosso potencial para a bioeconomia. Seria importante que eles conhecessem a capacidade do CBA, que nesse momento está se transformando numa OS. Nós temos que conhecer as capacidades para aproveitar ao máximo o potencial da Amazônia”, sintetizou o superintendente.

Missão
Com a missão de cuidar das pessoas, atualmente a EMS exporta medicamentos para 55 países. No Brasil, além de Manaus, possui fábricas em Hortolândia (onde fica a sede administrativa e o seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), Jaguariúna (SP) e Brasília (DF). Na Sérvia, possui a farmacêutica Galenika, adquirida em 2017 como parte do processo de internacionalização da companhia. Na Itália, tem o laboratório de pesquisas MonteResearch. Está presente no mercado norte-americano com a sua controlada Vero Biotech, localizada em Atlanta, Geórgia (EUA), por meio da qual a EMS obteve em 2019 a aprovação de seu primeiro produto revolucionário, fruto de inovação radical, submetido à FDA (EUA), posicionando o laboratório como uma empresa inovadora no mercado global.

A EMS investe consistentemente em inovação radical, em inovação incremental, em genéricos de alta complexidade e é uma das acionistas da Bionovis, de medicamentos biotecnológicos – considerados o futuro da indústria farmacêutica.

Durante a pandemia, a EMS fez doações de aproximadamente R$ 20 milhões no combate à Covid-19, distribuiu 276 toneladas de alimentos e equipamentos hospitalares.

Na linha de prioridades da empresa estão também investimentos em projetos sociais, ambientais, culturais e esportivos pelo Brasil.