A “Amazônia diante dos Desafios da Pesquisa Orientada à Missão no Brasil” foi o tema apresentado pela diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, Márcia Perales Mendes Silva, durante o Seminário “O Impacto da Ciência na Sociedade e no Avanço do Conhecimento: os novos desafios da pesquisa orientada a missão”, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), nesta segunda-feira (21/03).

“Creio que um dos grandes desafios do Brasil em relação às pesquisas orientadas por missão é justamente posicionar a Amazônia como um dos locus prioritários”, ponderou Márcia Perales, sobre os esforços de pesquisadores, instituições de pesquisa e da ciência, tecnologia e inovação para alcançar um patamar desejável sobre o conhecimento das potencialidades da Amazônia.

Ela lembrou que ainda na década de 80, o professor e amazonólogo Samuel Benchimol já alertava que “o mundo amazônico não poderá ficar isolado ou alheio ao desenvolvimento brasileiro internacional, porém ele terá de se autossustentar (sustentabilidade) em quatro parâmetros e paradigmas fundamentais: isto é, ele deve ser economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo”, desafios e conflitos até hoje atuais.

Em sua apresentação, o conselheiro de Administração da Natura e cofundador da empresa, Pedro Passos, reforçou que não há como discutir um modelo econômico sustentável para o Brasil sem debater as questões que envolvem a Amazônia.

Além da diretora-presidente da Fapeam, e de Pedro Passos, a mesa de debates “Os Desafios da Pesquisa Orientada a Missão no Brasil” teve como moderador o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva; o diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco; e a conselheira da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães de Castro.

Durante o seminário também foi debatido O Impacto da Ciência Pós Pandemia. A abertura do evento foi feita por Marco Antonio Zago, presidente da Fapesp, Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e  Mariana Mazzucato, da University College London (UCL).