A segunda edição da Super Tech Week (SWT), realizada nesta semana, promoveu palestras, apresentações on-line e atividades presenciais, mostrando que a tecnologia, ciência, matemática e engenharia podem modificar a vida das pessoas, e que a educação é a base para que essas mudanças sejam possíveis. Ao todo, foram feitas 24 transmissões ao vivo no canal do Projeto SUPER no YouTube, reunindo mais de seis mil visualizações e a participação de mais de 930 inscritos.

O evento foi promovido pelo Projeto SUPER, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em parceria com a Samsung. Durante as ações, foram apresentados os resultados do segundo ano do projeto que oferece oportunidade de qualificação e aperfeiçoamento para 11 cursos da universidade.

Nos três dias, foram mais de 100 apresentações de trabalhos desenvolvidos pelos alunos do SUPER. Divididos em Trilhas de Conhecimento, os estudantes demonstraram como a área STEM (que se refere às áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática) colabora em diferentes contextos da sociedade.

Os projetos vão desde a melhoria em processos produtivos de empresas, passando por iniciativas que auxiliam no tratamento e descobrimento de doenças,  atividades para ajudar no processo de aprendizagem, até jogos educativos e de conscientização sobre sustentabilidade.

“Quem faz a Super Tech Week são os alunos, que se dedicam a realizar os trabalhos, com muita pesquisa e engajamento. Nós ficamos imensamente felizes, já que é esse nosso objetivo com o projeto, ver os alunos criando soluções, trazendo novidades que colaboram com o todo e se interessando pela área de estudo. Encerramos a edição de 2022 já com os olhos voltados para a do próximo ano, com novidades, mais projetos e, esperamos, que seja nossa primeira edição presencial”, disse a coordenadora geral da STW, a professora Tanara Lauschner.

Também foi possível conferir como a integração entre disciplinas é importante para o desenvolvimento educacional. As sessões da WP ou  Pacote de Trabalho (do Inglês Work Package), de melhoria da qualidade no ensino de graduação, apresentaram as iniciativas de unidades acadêmicas fora da área STEM, mas que caminham juntas com o SUPER, como o caso do curso de inglês desenvolvido na universidade, com apoio didático e monitoria.

Além disso, teve destaque a função que o departamento de psicologia exerce, realizando atendimentos aos alunos e docentes, com ações sobre saúde mental no ambiente acadêmico e ainda sobre questões de inclusão de comunidades nas universidades, incentivando soluções para integração dos estudantes e sua permanência para que completem a graduação.

Outro diferencial da STW foi a realização de palestras com profissionais de renome mostrando os investimentos em tecnologia na região, a importância da formação acadêmica para o mercado de trabalho e um debate sobre a participação feminina nas áreas STEM. Os convidados foram: a economista e analista sênior de novos negócios no Sidia Amazon Innovation (SAI), Bárbara Formoso, a cientista da computação e a desenvolvedora de software na área de Health Innovation no Sidia, Amandia Sá para o primeiro dia; o vice-presidente de Pesquisa da Diffbot, Filipe Mesquita, na segunda palestra; e a engenheira de produção e integrante da iniciativa WREN (Rede de Pesquisadoras em Engenharia, na tradução livre em português), Marcella Bernardo, que foi o destaque do último dia de evento.

Ações presenciais

A STW2 ainda realizou atividades presenciais no campus da UFAM. Uma delas foi a competição de matemática Rei e Rainha da Integral, com a participação de seis estudantes, sendo uma mulher. Eles tiveram que resolver 12 questões de Integral, no menor tempo possível. O vencedor, que garantiu o título de Rei da Integral, foi o estudante do primeiro ano de matemática da UFAM, Gustavo Costa de Souza, e a rainha foi a estudante do sexto período, Karolline Vitória Silva. Ambos ganharam premiações especiais pela participação na disputa.

Outra ação presencial da Super Tech Week foi a realização do “Sextando com mulheres STEAM: Você conhece sua fera?”, no estilo roda de conversa fazendo uma integração sobre a presença feminina na área STEM. Sob coordenação da professora, Fabíola Nakamura, o bate-papo aconteceu no Instituto de Computação (Icomp) da UFAM.