O setor agropecuário é um dos principais motores da economia nacional, responsável por produzir bens essenciais para o sustento do país. A agricultura é considerada um grande gerador de emprego e renda, funcionando como engrenagem fundamental para fortalecer e movimentar a economia fluminense.

“A atuação do agricultor é de grande relevância para a economia fluminense, sobretudo para a população em geral. A Secretaria de Agricultura está à disposição dos homens e mulheres do campo, prestando todo apoio e suporte para que possam alavancar sua produção. Nossa homenagem a esses trabalhadores, que com muito suor e dedicação, contribuem para o desenvolvimento do nosso estado”, ressaltou Alex Grillo, secretário de Agricultura

Segundo o último censo agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2017, o estado do Rio possui cerca de 160 mil trabalhadores rurais para 190 mil hectares em terras cultivadas.

Geovane Mafort, do município de Trajano de Moraes, trabalha com a esposa e as duas filhas na cultura orgânica e carrega a paixão pela agricultura desde a infância.

“A agricultura é muito importante para o cenário fluminense e nacional e traz muitos benefícios para o agronegócio. Os produtores rurais enfrentam as adversidades do dia a dia e o resultado está na mesa de cada brasileiro”, concluiu Mafort.

Mulheres na Agricultura

O número de mulheres que atuam na agricultura é bem representativo e vem aumentando cada vez mais nos últimos anos. De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, só no estado do Rio, elas são cerca de 5.400 mulheres. O trabalho feminino é considerado completo e dinâmico, pois desempenham inúmeras funções essenciais para atividade, estão sempre antenadas à inovação e novas tecnologias e levam desenvolvimento para a rotina agrícola. A atuação das mulheres na agricultura é de fundamental importância para o desenvolvimento do agro no nosso estado.

História

Em 1960, o então presidente da República Juscelino Kubitschek sancionou o Decreto-lei nº 48.630 no qual estabelecia que o dia 28 de julho seria, dali para frente, o Dia do Agricultor. O ato foi não só uma homenagem ao centenário da fundação do Ministério da Agricultura por D. Pedro II, mas também aos profissionais do campo que se dedicavam à produção de alimentos no País. Mal sabia ele o quanto o agricultor evoluiria em sua profissionalização e na organização do setor nestes mais de 60 anos.

Alguns dados relevantes demonstram a evolução. Na década de 1960, a agricultura brasileira tinha foco em produtos tropicais. Café e cana-de-açúcar eram as principais culturas e ainda assim eram pouco tecnificadas com uso extensivo de mão de obra braçal e pouca previsibilidade do negócio. Com um portfólio de produção pouco diversificado, o País era importador líquido de commodities essenciais como algodão, lácteos e grãos, mercadorias que chegavam ao País com altas tarifas de importação. Além disso, a sobrevivência do setor dependia de alta intervenção do governo, que controlava estoques e preços.

Essa situação se manteve com relativos poucos avanços até meados da década de 1990 quando investimentos em pesquisa e desenvolvimento na agricultura tropical, redução das intervenções governamentais e estabelecimento de políticas liberais ganharam força. Como resultado, o Brasil deixou de ser importador líquido de alimentos para a posição de terceiro maior exportador global, alimentando mais de 800 mil pessoas em mais de 200 destinos. O crescimento foi ancorado em desenvolvimento de tecnologia de ponta como evolução da genética animal e vegetal, economia de escala e alta produtividade com sistemas que possibilitam colheitas de até três safras por ano.

Fonte: Folha de Italva