O Conselho Superior do CIEAM, órgão deliberativo do Centro da Indústria do Estado do Amazonas – CIEAM, esteve reunido em edição extraordinária nesta quarta-feira (02), para alinhar, debater e decidir as medidas que serão tomadas pelo setor produtivo sobre o “DECRETO Nº 10.979, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2022 – Altera a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI, aprovada pelo Decreto nº 8.950, de 29 de dezembro de 2016”.

Este Decreto estabeleceu regras que trazem novamente insegurança jurídica para o modelo Zona Franca de Manaus. Para defender a Zona Franca de Manaus de mais essa investida, estão sendo planejadas e serão decididas diversas ações, que iniciaram com o necessário alinhamento entre as entidades empresariais e posterior diálogo agendado para a próxima semana em Brasília com o Ministério da Economia.

“A ideia é que nós possamos entender a posição de cada entidade representativa da indústria e alinhar as informações entre nós. As cadeias econômicas e os segmentos empresariais são distintos, somos afetados de maneira diferente, então precisamos inicialmente realizar este alinhamento para depois agirmos conjuntamente”, explicou o presidente do Conselho Superior do CIEAM, empresário Luiz Augusto Rocha.

Participaram como convidados desta reunião virtual, os presidentes das entidades representativas do setor industrial, Centro da Indústria do Estado do Amazonas – CIEAM, Wilson Périco; ABIR – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas, Victor Bicca Neto; Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (ABRACICLO), Marcos Fermanían; e Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ELETROS), Jorge do Nascimento Jr. Cada um dos representantes tiveram a oportunidade de explanar como o referido Decreto afeta a competitividade de cada setor representado pelas entidades.

Na próxima segunda-feira (07), as lideranças destas entidades representativas da indústria participam de agenda confirmada com a equipe econômica do Governo Federal e o ministro Paulo Guedes, em Brasília, para levar subsídios e informações para que o Governo Federal possa entender o equívoco da medida, que pode gerar desemprego ao afetar os novos investimentos, em razão da insegurança jurídica que o referido Decreto traz na sua essência, quais os riscos para a competitividade destes produtos em termos de continuidade de produção no Amazonas, riscos para a atração de novos investimentos e a quantidade de empregos envolvidos nestas atividades.