Representantes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) estiveram em Manaus (AM), no fim de março, para visitar as instalações do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) com o objetivo de intensificar as ações conjuntas que vêm sendo estabelecidas entre as instituições desde a visita técnica ocorrida em 2021, na sede do IPT, que contou com a participação de comitiva da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) – liderada pelo superintendente Algacir Polsin – na qual estava o gestor do CBA, Fábio Calderaro. A partir da agenda em São Paulo foi desenvolvido e assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o CBA e o IPT cujo plano de trabalho está bem definido e promove diversas ações na área da biotecnologia.

Ambas instituições vêm buscando, desde então, uma maior aproximação com vistas ao desenvolvimento de ações integradas focadas no melhor aproveitamento da biodiversidade amazônica. Para tanto, as instituições tem tido maior interação, de forma a explorar com mais assertividade iniciativas que conjuguem tecnologia e sustentabilidade. A recente agenda entre o Centro e o Instituto reforçou esse compromisso em comum.

Conforme a diretora técnica de negócios bionano do IPT, Natália Cerize, o CBA tem “uma estrutura de pessoal e equipamentos de enorme potencial e acreditamos que podemos ajudar a alavancar novos negócios e possibilidades para gerar recursos para a sociedade na Amazônia e no Brasil”. Para ela, o foco da parceria que vem sendo desenvolvida entre as instituições é a cooperação em pesquisas na área de biotecnologia, através do setor de bionanomanufatura do IPT. Mas o Instituto ainda pode dar suporte através de suas diversas unidades de negócios.

Nesse sentido, o coordenador técnico de projetos do IPT, Caio Perecin, destacou que foi assinado um acordo de cooperação entre o CBA e o Instituto para a realização de pesquisas em conjunto, transferências de tecnologias e promoção de conexões com parceiros da indústria.

Oportunidade ímpar

O gestor do CBA afirmou que a interlocução com o IPT permite que as ações em desenvolvimento na Amazônia sejam reforçadas a partir do trabalho consistente realizado pelo Instituto em São Paulo. “O expertise tecnológico e biotecnológico que o IPT tem, bem como seus parceiros institucionais, fazem desta ação conjunto uma oportunidade ímpar de desenvolvermos nossas atividades voltadas à bioeconomia amazônica de forma ainda mais contundente e precisa, certamente gerando resultados muito positivos para a sociedade”, disse.

A parceria já está em prática, com o apoio do IPT para o desenvolvimento de bioprodutos derivados da fibra do curauá. Outras ações também estão no radar das instituições, com iniciativas voltadas às áreas de bioinformática, escalonamento de bioprocessos, tecnologia de partículas para encapsulação de bioativos e micropropagação de espécies.