O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) recebeu, na primeira quinzena de julho, representantes institucionais da empresa multinacional 3M do Brasil, que conta com quatro plantas industriais no País, sendo uma instalada na Zona Franca de Manaus (ZFM). A iniciativa da agenda foi debater sobre projetos de base biotecnológica que podem contribuir para a complementação das atividades da empresa no Brasil, com possibilidades de ampliar a sustentabilidade nas linhas de produção da 3M e aumentar a inserção de produtos do tipo nos mercados locais e internacionais.

A comitiva empresarial contou com a presença do Diretor de Operações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da América Latina, Paulo Gandolfi, do Gerente Sênior de Responsabilidade de Protudos da América Latina e líder em Sustentabilidade Brasil, Marcelo Gandur, e do Gerente de Relações Governamentais, Fernando Almeida. Eles foram recebidos pelo gestor do CBA, Fábio Calderaro, e equipe técnica e científica, que apresentaram os objetivos do Centro na região, os projetos em desenvolvimento e as capacidades de apoio a atividades focadas em iniciativas biotecnológicas e sustentáveis a partir do uso de insumos naturais, especialmente amazônicos.

“Acho que precisamos olhar as cadeias de valor que possam originar-se aqui na região. Temos interesse em ampliar as nossas atividades com materiais renováveis, e os oriundos da Amazônia são de interesse tanto para o desenvolvimento sustentável quanto do ponto de vista de impacto ambiental do produto”, afirmou o Diretor de PDI da 3M, Paulo Gandolfi.

Interesse biotecnológico

Em visita às juntas laboratoriais, as atividades em desenvolvimento pelo corpo científico do Centro ampliaram o interesse da empresa nos resultados das iniciativas de cunho biotecnológico amazônico. Em especial diante dos avançados projetos que vão desde a exploração e uso das fibras naturais com fins comerciais e ambientais até os óleos naturais e essenciais cujos perfis estão bastante alinhados aos processos realizados pela 3M no País.

“Entendemos que o CBA tem forte expertise quando se trata de insumos amazônicos e este conhecimento muito pode contribuir com diversas empresas de vários segmentos. Este é um dos propósitos do Centro e da equipe que aqui trabalha. E esta relação com a indústria é mutuamente benéfica para os avanços da bioeconomia na Amazônia”, destacou o gestor do CBA, Fábio Calderaro.